KAFKAMACHINE – O projecto

KAFKAMACHINE chama-te à cooperação! Chama por vós! Chama só hoje, só uma vez! Quem agora perder esta oportunidade, perde-a para sempre! Quem pensa no seu futuro é um dos nossos! Todos são bem-vindos! Quem quiser ser artista, que se apresente! Somos o teatro que pode empregar toda a gente, cada qual em seu lugar! Mas, apressem-se, para que possam entrar antes da meia-noite! À meia noite fecha tudo e nunca mais volta a abrir! Maldito seja aquele que não acredita em nós!”

Próximo recrutamento Recrutamento próxima 2011/11/24 na Casa Conveniente 19,00-24,00, Rua Nova do Carvalho 11, Lisboa, Portugal!

KAFKAMACHINE é uma experiência organizacional de cooperações por vir. Tem início com as notas escritas por Félix Guattari nos anos 80, publicadas recentemente com o nome Projeto para um Filme de Kafka.

A idéia de Guattari era fazer um filme não sobre Kafka, mas “escrito por” Kafka. Guattari pensava que Kafka era nada menos do que – o futuro. Para ele, Kafka não foi um escritor do século 19, aprisionado em relações familiares sombrias, na culpa, solidão, submissão à lei, na angústia do homem moderno … mas um escritor do futuro, capaz de lidar com as sementes dos problemas e com aberturas que só hoje começam a dizer-nos alguma coisa.

KAFKAMACHINE é um projeto que ocorre no meio das maravilhas da economia financeira e das crises da Europa, no momento em que a precariedade do trabalho imaterial define o nosso dia-a-dia, quando o semiocapitalismo exerce o seu poder arbitrário e nos obriga a explorar continuamente a nós mesmos e aos nossos amigos, enquanto o cinismo, a depressão e o distanciamento dos outros se tornaram importantes meios de sobrevivência.

Os três grupos de trabalho de KAFKAMACHINE são: molecular.org (Helsínquia), a Companhia Teatral Ueinzz (São Paulo) e o colectivo Presque Ruines (Paris). Molecular.org descreve-se como um grupo de perdedores, figuras tristes, almas das trevas, cínicos oportunistas e princesas deprimidas. “Nós não somos duros ou machões, somos moles e fracos. Não marchamos nem fazemos manifestações. Temos dificuldades em levantar-nos da cama. E mais, dependemos uns dos outros para enxergar esta suavidade. Somos pessoas molle, o futuro da cooperação. “

Pode haver algum auto-sarcasmo nesta introdução, mas apenas para expressar que não há heroísmo na exaustão e na desilusão que todos nós enfrentamos, neste momento em que a busca de um caminho conjunto é necessária, porém sem que ninguém possa dar lições ou mostrar o caminho. O codinome do projeto é n-1, aquele que desapareceu.

Este é o ponto de partida de KAFKAMACHINE. Ela usa o plano de Guattari como uma ferramenta organizacional, mas trabalha para perdê-la: as fases de produção apresentadas no plano funcionam como um quadro geral para a coordenação do projeto. No entanto, as visualizações e direções que dizem respeito às cenas reais são criadas de novo a partir dos nossos próprios problemas, medos, sonhos e territórios existenciais. Este é o núcleo do nosso projeto: com Kafka (1) o projecto mapeia e estuda a nossa vida à mercê da economia biopolítica e do poder arbitrário e (2) desenvolve ferramentas de cooperação e de organização que sejam capazes de fazer nosso território existencial mais habitável, criar aberturas para o seu futuro e ferramentas para fazer as coisas juntos sem necessidade de nos tornarmos o outro, ou mesmo de compreendê-lo. KAFKAMACHINE é um meta-modelo, sem qualquer política messiânica. Nós queremos construir o movimento a partir da análise (traçando mapas) até à a experimentação (exercícios de produção de guião) afim de contribuir para a estrutura dinâmica do desdobramento da organização (máquina). Esta é a máquina que queremos montar.

KAFKAMACHINE trabalha talvez com o maior problema teatral, o de um movimento que toque diretamente a alma, e que seria o próprio movimento da alma. Procura as possibilidades de organização numa cooperação por vir. Procura uma cooperação vindoura através de conexões entre sensibilidades engajadas, suscitando novos afectos. Queremos favorecer devires que convoquem um povo com o qual a organização menor se conecte.

KAFKAMACHINE chama-te à cooperação! Chama por vós! Chama só hoje, só uma vez! Quem agora perder esta oportunidade, perde-a para sempre! Quem pensa no seu futuro é um dos nossos! Todos são bem-vindos! Quem quiser ser artista, que se apresente! Somos o teatro que pode empregar toda a gente, cada qual em seu lugar! Mas, apressem-se, para que possam entrar antes da meia-noite! À meia noite fecha tudo e nunca mais volta a abrir! Maldito seja aquele que não acredita em nós!”

Próximo recrutamento: 24/11/2011 na Casa Conveniente, entre 19:00 e 24:00hs. Rua Nova do Carvalho 11, Lisboa Portugal!

RECRUTAMENTO: PRÓXIMOS EVENTOS DE RECRUTA

24.11.2011 at 19.00-24.00 Casa Conveniente, R.Nova do Carvalho 11, Lisbon, Portugal

09.12.2011 at 16.00-22.00 SESC Santos, Brazil

AS FASES

A FASE I: “No primeiro ano há seis workshops para desenvolver material para o guião”

1. Workshop, Performing Arts Forum, St.Erme França, Dezembro 2010
2. Workshop, Future Art Base, Helsínquia, Finlândia , Abril 2011
3. Workshop, Future Art Base, Helsinki, Finlândia, Abril 2011
4. Workshop, Poison and Play, Berlim, Outubro 2011
5. Workshop, Casa Conveniente, Lisbon Novembro 2011
6. Workshop-Shooting, num Barco de Lisboa até São Paulo 25.11. – 9.12.2011

A FASE II: Escrita do guião e filmagens 2013

A FASE E III: rodagem final do filme 2013-2014, Edição e pós-produção 2012-2013

OUTONO 2014: Kafkamachine Premier, estreia

O projecto continua.

A TRAVESSIA ATÉ À AMERICA, LISBOA – SÃO PAULO 25.11 – 9.12.2011

Há 50 anos Michel Foucault publicava na França “História da Loucura”. A partir daí, nunca mais se conseguiu olhar do mesmo modo para a exclusão e internação dos ditos loucos. O manicômio e a psiquiatria foram postos em xeque, e assistiu-se a uma reviravolta no estatuto, cultural e clínico, da loucura. Pois Foucault mostrou como o trancafiamento dos loucos foi resultado de um processo histórico que teve um início abrupto no século XVII, com o Grande Internamento.

Dois séculos antes, eles já tinham sido retirados do convívio social, sendo confiados aos marinheiros, isolados em embarcações e enviados à deriva dos mares. É a Nau dos Insensatos, ou Stultifera Navis, como o mostra o quadro de Bosch.

Ora, retomar essa imagem um tanto onírica, mas também histórica, ali onde começa uma divisão, e relançá-la num contexto inteiramente distinto, pode indicar uma inflexão: em KAFKAMACHINE não é mais a cidade que envia os loucos para o alto mar, é um grupo de “insensatos” que decide embarcar, não numa Nau de Loucos, mas num Cruzeiro Pós-Moderno, um cruzeiro da vida, ali onde se tenta desesperadamente fugir do tédio. Temos dificuldades em acreditar no que nos está a acontecer, porque nada parece acontecer. Estamos cansados de sermos nós mesmos, pois as nossos próprias evidências e os obstáculos da nossa vida não funcionam mais. Nós sabemos que não funcionam, ainda que finjamos que sim. Precisamos de nos reinventar, mas não temos força nem estimulo para isso. É por isso que todos soamos a um déjà vu, é por isso que já estivemos lá, que já vimos aquilo, já o fizemos. A instância do possível à nossa disposição está exausta, como se tudo tivesse já sido tentado, como se tivessemos esgotado as nossas possibilidades.

Como é que tu inventas uma saída, se não há saída?

KAFKAMACHINE, ao ativar um âmbito teatral-musical-cinematográfico-performático, está igualmente testando um dispositivo, uma rede de afetações, um modo de conjugar singularidades, de atravessar um “mar de sensações” em conjunto, de contagiar um meio em princípio indiferente (ou atritar-se com ele), de imaginar outras possibilidades de linguagem, de inserção/deserção, de conexão/desconexão. Assim, esse experimento de “cooperação” e de “organização” pode criar aberturas processuais que devolvam a crença na “possibilidade” (que é o que nos foi sequestrado ultimamente, “nada” é mais possível), abrindo outros sentidos de futuro, de construção de afetação, de “sensibilidade”, também sequestradas pelo próprio entorpecimento do entretenimento, e pela saturação do semiocapitalismo.

Não se trata, pois, apenas de juntar pessoas excêntricas, mas construir um “agenciamento”, onde as sensibilidades se vejam engajadas, e forçosamente sejam desterritorializadas de seus hábitos e lugares, cartografando assim a si mesmas, a suas produções, os poderes que a entravam, os acontecimentos que engendram.

Assim, para o final da viagem, pode-se imaginar uma espécie de “síntese não conclusiva” da experiência, onde alguns dos participantes, na forma kafkiana de Relato para uma Academia (onde um símio conta como virou homem), vão dar conta daquilo que lhes suscitou essa travessia, das ferramentas que foram elaboradas conjuntamente, daquilo que essa “confrontação” com o navio pós-moderno pôde revelar. Como se alguns cientistas, ao saírem de um laboratório (e que outra coisa é um cruzeiro, senão um laboratório da atualidade?), compartilham com seus colegas suas parcas conclusões, ou hesitações, ou novas perguntas que surgem, ou idéias de novos experimentos necessários.

O desembarque, desta vez não clandestino, da loucura, das sensibilidades extremas e ainda resistentes, sobre-viventes. Desembarque do sonho, do fragmento, das possibilidades de futuro, de outros agenciamentos, de cooperações por vir.

A passagem transatlântica de KAFKAMACHINE para a América começará com um evento de recrutamento em Lisboa, no dia 24 de Novembro de 2011, no qual todos serão contratados para o Grande Teatro de Oklahoma, seguindo de perto esta cena da obra “Amerika”, de Kafka, cujo título original seria “O desaparecido.”

Pensar sobre a obra de Kafka, seus processos, seus devires-animais, devires-americanos, informes à academia, gerou e ainda gera uma série de rascunhos, rabiscos (como Kafka entendia sua obra, somente rabiscos e rascunhos) que também estarão acoplados como engrenagens a esta máquina kafka que será colocada para funcionar em um terminal de desembarque, real ou imaginário.

Imagens em movimento, textos, objetos, móveis, utensílios, serão agregados a este espaço, criando fendas e aberturas para o conhecimentos de todas as muitas séries compostas antes e durante a travessia.

Como o próprio texto inacabado do livro que nos é fonte de inspiração, KAFKAMACHINE tornar-se-á durante 8 horas, das 16h às 22h, do dia 9 de dezembro de 2011, um “Grande teatro natural” onde, como num dos capítulos do texto, todos poderão experimentar ser artistas, em um teatro aberto a todos, um lugar para quaisquer práticas e a emergência de conhecimentos abertos e novas conexões, novas cooperações.

 

“Todos são bem-vindos! Quem quiser ser artista, que se apresente! Somos o teatro que pode empregar toda a gente, cada qual em seu lugar! Mas, apressem-se, para que possam entrar antes da meia-noite! À meia noite fecha tudo e nunca volta a abrir! Maldito seja aquele que não acredita em nós!”

PLANO DE TRABALHOS NO NAVIO

23.11. Quarta-feira: chegada

24.11. Quinta-feira 19.00-24.00 Kafkamachine Cena#1: Recrutamento. Na Casa Conveniente.

25.11. Sexta-feira
13.00 Partida do Hotel
14.00 Check-in no terminal de barcos
20.00 Partida do navio

26.11. Sábado
10.00-12.00 Ensaio do Teatro Ueinzz
13.00-14.00 Ponto de encontro: para apresentar 2-3 sementes/ituações de trabalho para o dia, num mapa partilhado
14.00-18.00 Tempo de trabalho em pares/grupos
19.00- Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas dads pelo Klaus.
22.00 Ponto de encontro para apresentar 2-3 sementes/situações para o dia seguinte, fazendo um mapa partilhado.

27.11. Domingo: Lanzarotte
07.00 Chegada
16.00 Partida
19.00- Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas do Klaus.
22.00 Ponto de encontro para apresentar 2-3 sementes/situações para o dia seguinte, fazendo um mapa partilhado.

28.11. Segunda-feira: Cran Canaria
07.00 Chegada
17.00 Partida
19.00 Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas do Klaus.
22.00 Ponto de encontro para apresentar 2-3 sementes/situações para o dia seguinte, fazendo um mapa partilhado.

29.11. Terça-feira: Tenerife
07.00 Chegada
17.00 Partida
19.00 Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas do Klaus.

30.11. Quarta-feira
10.00-12.00 Ensaio do Teatro Ueinzz
13.00-14.00 Ponto de encontro para apresentar 2-3 sementes/situações para o dia seguinte, fazendo um mapa partilhado.
19.00- Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas do Klaus.

01.12. Quinta-feira
10.00-12.00 Ensaio do Teatro Ueinzz
13.00-14.00 Ponto de encontro para apresentar 2-3 sementes/situações para o dia seguinte, fazendo um mapa partilhado.
19.30- Jantar colectivo. Partilha dos resultados. Preparação para o dia seguinte, dependendo de e estudando o que foi inventado… aulas do Klaus.

E assim o navio dos loucos navega…

06.12. Terça-feira: Salvador da Bahia
08.00 Chegada
17.00 Partida

08.12. Terça-feira: Rio de Janeiro
08.00 Chegada
17.00 Partida

09.12. Sexta-feira: Santos (Sao Paulo)
08.00 Chegada
16.00-22.00 KAFKAMACHINE no SESC Santos

GRUPOS DE TRABALHO

ORGANIZAÇÃO MOLLECULAR

A Organização Molecular está baseada em Helsínquia. Estuda o funcionamento do semio-capitalismo e desenvolve modos suaves de cooperação, ferramentas para construir as comunidades impossíveis do trabalho immaterial e abstracto, e daqueles que o executam. Nós operamos no ventre mole “il ventre molle” do poder arbitrário. Ou mais precisamente: nós somos o ventre mole do poder arbitrário. A Organização Molecular é um grupo de perdedores, figuras tristes, almas escuras, cínicos oportunistas e princesas deprimias. Nós não somos difíceis ou machos, nós somos suaves e frouxos. Nós não marchamos ou fazemos manifestações. Temos dificuldades em levantar-nos da cama. E mais, dependemos uns dos outros para sentir esta suavidade. Só juntos poderemos reencontra-la. Nós somos as pessoas molle, o futuro da cooperação.

Pessoas molle: Heidi Fast, Ana Fradique, Luca Guzzetti, Klaus Harju, Karolina Kucia, Lennart Laberenz, Elina Latva, Tero Nauha, Pekka Piironen, Akseli Virtanen, Kari Yli-Annala

www.mollecular.org

UEINZZ COMPANHIA TEATRAL

O teatro Ueinzz está baseado em São Paulo. Ueinzz é território cênico para quem sente vacilar o mundo. Como em Kafka, faz do enjôo em terra firme matéria de transmutação poética e política. No conjunto, há mestres na arte da vidência, com notório saber em improviso e neologismos; especialistas em enciclopédias marítimas, trapezistas frustradas, caçadores de sonhos, atrizes interpretativas. Há também inventores da pomba-giria, incógnitas musicais, mestres cervejistas e seres nascentes. Vidas por um triz se experimentando em práticas estéticas e colaborações transatlânticas. Comunidade dos sem comunidade, para uma comunidade por vir.

O Ueinzz grupo Ueinzz é compost pelas pessoas: Eduardo Lettiere, Adélia Faustino, Maria Yoshiko Nagahashi, Amélia Monteiro de Melo, Valéria Felippe Manzalli, Alexandre Bernardes Moreira Antunes, John Alfred Laudenberger III, Ana Carmen Martin Del Collado, Erika Alvarez Inforsato, Ana Goldenstein Carvalhaes, Paula Patricia Serra Nabas Francisquetti, Simone Da Silva Mina, Cássio Diniz Santiago, Elisa Band, Fabrício de Lima Pedroni, Leonardo Lui Cavalcanti, Onés Antonio Cervelin, Luís Guilherme Ribeiro Cunha, José Petronio Fantasia, Peter Pál Pelbart.

http://ueinzz.sites.uol.com.br/

PRESQUE RUINES

Presque Ruines é um grupo baseado em Paris. Nasceu dos escombros de um colapso interno que na verdade não aconteceu, mas que, por uma questão de conveniência, assumimos já ter ocorrido. Se já completamente em ruínas ou ainda não, não podemos dizer, apesar de nossas atividades poderem tender tanto para formar quanto para o informe. Os nossos territórios existenciais assentam nas fendas entre o quase nada e o não muito, um vago terreno onde buscamos realizar uma falência da vida precária. 
As atividades de Presque Ruines presque focam-se nos efeitos e afectos mentais e corporais e de precarização e exaustão,no contexto do capitalismo cognitivo e do poder arbitrário.

Presque Ruines são Violeta Coral Salvatierra García de Quirós, Carla Bottiglieri, Thomas Josef Greil, Sílvia Maglioni, Graeme Thomson, Olivier Apprill e Brent Alton Waterhouse

http://presqueruines.wordpress.com

CONTACTOS

akseli.virtanen (at) aalto.fi

tel. +358 40 3538327

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Teemu Mäki
Jan Ritsema
Pia Lindman
Helena Sederholm
Bo Karsten
Sakari Virkki
Ricardo Muniz
Valentina Desideri

 

KAFKAMACHINE é apoiado e financiado por:

Future Art Base
Aalto University
Robin Hood Investment Fund of the Precariat: Minor Asset Management
n-1
FRAME, Finnish Fund for Art Exhange
KATAJA, The Finnish Doctoral Program in Business Studies
The Art Council of Finland
Amigos da filosofia e da Arte em São Paulo
SESC Santos
Casa Conveniente Lisboa
Centro Cultural B_arco
Cadernos de Subjetividade
Núcleo de Estudos da Subjetividade – PEPGPC- PUC-SP
Laboratório PACTO-FMUSP

 

 

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